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Como medir a força de um terremoto?

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A força de um terremoto é estimada pela sua magnitude, que está relacionada com a energia sísmica liberada no foco e também com a amplitude das ondas registradas pelos sismógrafos. Para cobrir todos os tamanhos de terremotos - desde os microtremores, de magnitudes negativas, até os super-terremotos, com magnitudes superiores a 8.0 - foi idealizada uma escala logarítmica, sem limites. No entanto, a própria natureza impõem um limite superior a esta escala já que ela está condicionada ao próprio limite de resistência das rochas da crosta terrestre.

Relação entre magnitude e energia liberada a partir de um terremoto

Magnitude e energia podem ser relacionadas pela fórmula descrita por Gutenberg e Richter em 1935: log E = 11,8 + 1,5M
onde: E = energia liberada em ergs e M = magnitude do terremoto.

Escalas de magnitude

Existem diversas escalas de magnitude. A mais utilizada é a Escala Richter, que foi desenvolvida em 1935 pelos sismólogos Charles Francis Richter e Beno Gutenberg, do California Institute of Technology (Caltech), quando estudavam sismos no sul da Califórnia.

Intensidade sísmica

Calcula-se também a força de um terremoto por meio da intensidade sísmica, que é uma medida quantitativa dos efeitos produzidos pelos terremotos em locais da superfície terrestre. A classificação da intensidade sísmica é feita a partir da observação in loco dos danos ocasionados nas construções, pessoas ou meio ambiente, isto é, são chamados efeitos macrossísmicos. Esses efeitos podem ser maiores ou menores, de acordo com a distância do foco do terremoto, com a área, se habitada ou não, com as construções, se bem-construídas ou não, etc.

Escalas de Intensidade

Assim como as escalas de magnitude, existem diferentes escalas de intensidade sísmica. A mais utilizada, particularmente no ocidente, é a que foi criada por G. Mercalli em 1902 e que foi posteriormente modifica, em 1931, sendo denominada Escala de Mercalli Modificada (MM). A Escala de Mercalli Modificada possui 12 graus, indicados por algarismos romanos de I até XII. Veja, abaixo, a sua descrição simplificada.

I. Não sentido.

II. Sentido por pessoas em repouso ou em andares superiores de prédios altos.

III. Vibração leve; objetos pendurados balançam.

IV. Vibração moderada, como a causada por máquinas fazendo terraplanagem; janelas e louças chacoalham-se; carros balançam.

V. Sentido fora de casa; pessoas acordam; pequenos objetos tombam; quadros caem.

VI. Sentido por todos; deslocamento de mobílias; quebra de louças e vidraças; rachadura em reboco.

VII. Percebido por pessoas dirigindo; dificuldade em manter-se em pé; quebra de mobília; sinos de igrejas e capelas tocam; quebra de chaminés e ornamentos arquitetônicos; queda e grandes rachaduras em rebocos e alvenarias; algumas casas desabam.

VIII. Quebra de galhos e troncos; rachaduras em solo úmido; destruição de torres elevadas de água, monumentos, casas de adobes; danos moderados a severos em estruturas de tijolo, casas de madeira mal construídas, obras de irrigação, diques.

IX. Rachadura do solo (crateras de areia); desabamentos de alvenaria não armada; danos em estruturas de concreto mal construídas, tubulações subterrâneas.

X. Desabamentos e rachaduras muito espalhadas no solo, destruição de pontes, túneis, algumas estruturas de concreto armado; danos na maioria das alvenarias, barragens, estradas de ferro.

XI. Distúrbios permanentes no solo.

XII. Dano quase total.

Relação entre magnitude e intensidade

Não existe correlação direta entre magnitude e intensidade de um sismo. Um terremoto forte pode produzir intensidade baixa ou vice-versa. Fatores como a profundidade de foco, distância epicentral, geologia da área afetada e qualidade das construções civís são parâmetros que acabam por determinar o grau de severidade do terremoto. Já a magnitude independe destes fatores.

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